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O Ambiente Hospitalar nos Cuidados de Enfermagem

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Françoise Lopes

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Existe uma estreita relação entre os seres vivos e o seu ambiente, entre

a pessoa e o ambiente que a rodeia. A biologia e a ecologia estudam a subtil

e delicada interação que mantém a homeostasia e a harmonia deste

binômio e os fatores que podem interferir no seu equilíbrio. O ambiente

hospitalar, como todo o ambiente, exerce influências, positivas ou negativas

sobre o paciente e sobre o pessoal de saúde que ali desenvolve a sua atividade

profissional. Cedo os enfermeiros perceberam a importância que um

ambiente de cuidados adequado e seguro representa ganhos em saúde e

diminuição do tempo de internamento, além do bem-estar do paciente e da

satisfação profissional, sendo um dos principais indicadores de qualidade.

Por isso o conceito de Ambiente foi incorporado no metaparadigma da

Enfermagem. Pretendeu-se dar visibilidade ao Conceito Ambiente em

Enfermagem. Propôs-se conhecer a estrutura significativa do Conceito

Ambiente em Enfermagem e compreender o fenómeno do Ambiente

Hospitalar nos cuidados de Enfermagem, para melhorar a intervenção do

enfermeiro a nível da complexa interdependência Pessoa/Ambiente.

Realizaram-se pesquisas relativas ao conceito de Ambiente e à sua aplicação

e descrição na Enfermagem e dois estudos de campo. O primeiro junto de

enfermeiras gestoras numa experiência de criação / requalificação do

ambiente hospitalar realizado em Portugal e o segundo com a participação

de pacientes hospitalizados em serviços de Medicina e de Cirurgia do

Hospital Universitário de Genebra, na Suíça, por ter iniciativas relativas à

arte para melhorar o quotidiano do paciente e do pessoal. Para ambos

optou-se por uma metodologia qualitativa recorrendo ao método fenomenológico

de Amedeo Giorgi. A palavra Ambiente é polissémica e sofreu uma evolução etimológica e histórica. Em Enfermagem, o conceito também

foi se modificando ao longo da sua história, acompanhando os seus principais

marcos. As Teóricas de Enfermagem incorporaram-no nas suas

Filosofias, Modelos Conceituais e Teorias, influenciadas pela sua perceção

do mesmo, pela época em que viveram, e as escolas de pensamento que

integravam. Apenas Nightingale e Watson o definem em todas as suas

dimensões, sendo que algumas teóricas somente lhe fazem referência implicitamente.

A experiência vivenciada pelas enfermeiras gestoras revelou uma

Estrutura Geral de Significados onde se destacaram dezanove Constituintes

Essenciais: dez relativos ao Ambiente físico, seis ao Ambiente Conceptual

(abstrato) e três à Circunstância. O segundo estudo realizado junto dos

pacientes permitiu ter acesso a uma Estrutura Geral de Significados da qual

se extraíram catorze Constituintes Essenciais, entre eles quatro associados

ao Ambiente Relacional, três ao Ambiente Físico e sete à Circunstância. O

conceito de ambiente sempre esteve presente nas preocupações da

Enfermagem. As Enfermeiras gestoras que participaram no estudo demonstraram

preocupação em criar um ambiente favorável à prática, especialmente

na sua dimensão física e observando os requisitos legais. Os pacientes

valorizaram o ambiente relacional, o pessoal de saúde e a enfermeira em

particular, que representam o seu ambiente imediato. A sua experiência

hospitalar, o tempo vivido no hospital permanecem nas suas memórias.

Estes dados apresentam relevância para a prática avançada de Enfermagem,

proporcionando contributos para melhorar a intervenção do enfermeiro

junto do paciente, ajudando-o a criar o seu ambiente no contexto hospitalar.

9789898075888
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